Para quem é este programa
Profissionais assistenciais, responsáveis técnicos, membros de Núcleo de Segurança do Paciente, gestores e integrantes de CIPA.
O programa reúne 5 cursos da Ethicapraxis, 11 horas de carga horária, vendidos em um só pacote por R$ 597. Comprados separadamente, os mesmos cursos somam R$ 785.
Ordem de estudo, passo a passo
A ordem abaixo foi pensada para que cada curso prepare o seguinte. Você pode alterar a sequência, mas recomendamos seguir a ordem na primeira vez.
| Passo | Curso | Carga horária | Por que está aqui |
|---|---|---|---|
| 1 | Segurança do paciente na prática: RDC 36/2013, Núcleo de Segurança do Paciente e eventos adversos | 3 h | O ponto de partida é a RDC 36/2013: Núcleo de Segurança do Paciente, plano de segurança, notificação e análise de eventos adversos. |
| 2 | Responsabilidade civil e prática defensiva: entender o risco de processo e documentar o cuidado | 2 h | Depois do evento, vem o risco de reclamação e de ação judicial. O curso mostra como documentar o cuidado sem cair na medicina defensiva. |
| 3 | Comunicação com pacientes e familiares: como prevenir conflitos e reclamações na prática | 2 h | Segurança também é conversa: informar o paciente e a família, escutar, pedir desculpas de forma adequada e prevenir conflitos. |
| 4 | Prevenção e manejo da violência contra profissionais de saúde | 2 h | A equipe também precisa estar segura. Trata de prevenção, resposta e registro de agressões contra profissionais de saúde. |
| 5 | Prevenção ao assédio sexual e moral em serviços de saúde: Lei 14.457/2022, NR-01 e NR-05 | 2 h | Fecha com assédio sexual e moral: o que a Lei 14.457/2022, a NR-01 e a NR-05 pedem das organizações e o que o profissional pode fazer. |
Total: 11 horas. Cada curso é online, no seu ritmo, com verificações de conhecimento, avaliação final de múltipla escolha (80% para aprovação), certificado e registro de reflexão.
Roteiro: o que fazer depois de um evento adverso
A RDC Anvisa 36/2013 institui o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), o plano de segurança e a notificação de eventos adversos (art. 10). Prazos e fluxo exatos devem ser conferidos no texto vigente e na política do seu serviço. O roteiro abaixo é um apoio de boa prática.
| Momento | O que fazer | Registro |
|---|---|---|
| Imediato | Cuidar do paciente, conter o dano, acionar a equipe e a chefia | Evolução com hora, fatos observados e condutas |
| Nas primeiras horas | Comunicar paciente e família com fatos conhecidos e próximos passos; evitar suposições | Quem informou, quando e o que foi dito |
| No prazo do serviço | Notificar o evento no fluxo do NSP e, quando couber, no sistema oficial de notificação | Número ou comprovante da notificação |
| Análise | Revisar a sequência com a equipe, buscando causas de sistema e não culpados | Relatório de análise com fatores contribuintes |
| Melhoria | Definir ações, responsáveis e prazos; comunicar a equipe | Plano de ação |
| Acompanhamento | Verificar se a ação funcionou e informar a família sobre o resultado, se aplicável | Registro de verificação |
Evite alterar prontuário depois do evento. Se for necessário complementar, faça um novo registro, datado e identificado.
Roteiro: conversa difícil com paciente e família
- Prepare-se: reúna os fatos que você já conhece, escolha um local reservado e defina quem participa.
- Abra com clareza: diga quem você é, o motivo da conversa e que vai explicar o que se sabe até o momento.
- Informe os fatos: em linguagem simples, sem jargão, sem especular sobre culpa.
- Reconheça o impacto: expressar pesar é humano e adequado. Alinhe com o serviço e com o jurídico a forma de se desculpar, sem negar os fatos.
- Escute: deixe a pessoa falar e responda às perguntas que puder responder; diga o que ainda será apurado.
- Combine os próximos passos: quem entrará em contato, quando, e como a família pode acionar a ouvidoria.
- Registre: data, participantes, o que foi dito e combinado, no prontuário ou no sistema de eventos.
A Portaria MS 1.820/2009 trata do direito do paciente à informação clara e à identificação dos profissionais. O curso de comunicação aprofunda esses pontos com exemplos.
Mapa de risco: de onde costumam vir reclamações e ações
| Área | Pergunta de verificação | Ação preventiva |
|---|---|---|
| Consentimento | O paciente soube riscos e alternativas? | TCLE por escrito nos procedimentos de maior risco |
| Registro | Dá para reconstruir o que foi feito e por quê? | Evolução datada, clara e completa |
| Comunicação | O paciente sabe o que esperar e quem procurar? | Orientações por escrito e canal de retorno |
| Delegação | Quem executou tinha competência e supervisão? | Descrição de funções e passagem de plantão estruturada |
| Segurança do paciente | Os protocolos de identificação, medicação e queda estão em uso? | Auditoria periódica no NSP |
| Responsabilidade | O profissional sabe o que a seguradora e o jurídico pedem? | Rotina de acionamento e prazos de apólice |
Documentar bem o cuidado não é medicina defensiva. A prática defensiva é pedir exames ou condutas sem indicação só para se proteger.
Registro de incidente de violência ou assédio no trabalho
Para violência contra profissionais de saúde, as obrigações do empregador vêm sobretudo das NRs; consulte a legislação atualizada, pois o quadro pode mudar. Para assédio, a NR-01 (item 1.4.1.1) pede, nas organizações com CIPA, regras de conduta, procedimento para receber denúncias e ações de capacitação ou orientação ao menos a cada 12 meses.
| Campo | O que anotar |
|---|---|
| Data, hora e local | Onde e quando aconteceu |
| Pessoas | Quem sofreu, quem agiu e testemunhas, sem juízo de valor |
| Fatos | O que foi dito ou feito, com palavras exatas quando possível |
| Providências imediatas | Segurança acionada, atendimento, afastamento da situação |
| Comunicação | Chefia, CIPA, RH, ouvidoria, polícia ou Ministério Público, conforme o caso |
| Seguimento | Responsável, prazo e retorno à pessoa afetada |
Quem sofreu a violência decide, com apoio da instituição e de um advogado, que canais externos usar. Não responsabilize a vítima pelo incidente.
O que você recebe
- Acesso a todos os cursos do programa, para estudar no seu ritmo.
- Um certificado de conclusão por curso, com o nome do curso e a carga horária, após aprovação na avaliação final e preenchimento do registro de reflexão.
- Um resumo de conclusão do programa na sua conta (“registro do programa”), listando os cursos concluídos e as horas de cada um.
- O kit de modelos desta página, para copiar e adaptar.
- Preço de R$ 597, com economia de R$ 188 (24%) em relação à compra separada.
O resumo do programa é apenas um registro dos cursos concluídos. Não é diploma, título ou certificação de nenhum órgão.
O que este programa não é
A Ethicapraxis é um provedor independente de educação online. Nenhum conselho profissional (CFM, Cofen, CFO, CFF, CFP, COFFITO ou seus regionais), nem o MEC, credencia, aprova ou reconhece os nossos cursos ou programas. São cursos livres de educação continuada, com certificado de conclusão e carga horária de estudo.
- Não é um programa determinado, ordenado ou reconhecido por conselho profissional, tribunal ou empregador. Se uma decisão ou um TAC exigir uma medida específica, pergunte ao conselho o que será aceito.
- Não garante resultado em processo ético, judicial ou trabalhista, nem a aceitação dos certificados por qualquer órgão.
- Não gera créditos, pontos, título de especialista ou equivalência com pós-graduação, especialização ou qualquer curso regulado pelo MEC.
- Não substitui o texto oficial das normas, a orientação do seu conselho nem a assessoria de um advogado.
Perguntas sobre este programa
O programa é aprovado ou reconhecido por algum conselho ou pelo MEC?
Não. A Ethicapraxis é um provedor independente. O programa é composto de cursos livres de educação continuada, sem credenciamento ou aprovação do CFM, Cofen, CFO, CFF, CFP, COFFITO, seus regionais ou do MEC. Não gera créditos nem pontos.
Como funciona o preço do programa?
O programa custa R$ 597, menos do que os R$ 785 da soma dos cursos comprados separadamente: você economiza R$ 188 (24%). O desconto por quantidade do carrinho não é somado ao do programa.
O programa substitui o plano de segurança do paciente do meu serviço?
Não. A RDC 36/2013 exige estruturas institucionais, como o Núcleo de Segurança do Paciente. O programa ajuda você a entender e participar dessas estruturas, mas não as substitui.
O curso de assédio e violência é para gestores ou para todos?
Para todos. Gestores e integrantes de CIPA encontram a base normativa (NR-01, NR-05, Lei 14.457/2022); profissionais assistenciais encontram orientações práticas de prevenção, registro e apoio.
Existe uma lei federal específica sobre violência contra profissionais de saúde?
Pode haver projetos de lei em tramitação sobre o tema. As obrigações do empregador vêm sobretudo das normas regulamentadoras. Confira o texto atualizado antes de agir.
Servem para a equipe toda de um setor?
Sim. Para 10 ou mais vagas ou emissão de nota fiscal, fale com a gente em Contato.
Posso comprar só alguns cursos do programa?
Pode. Todos os cursos estão disponíveis separadamente no catálogo, com o preço de R$ 147 (2 h) ou R$ 197 (3 h) conforme a carga horária. O programa é uma compra única dos cursos, em ordem sugerida.
Em quanto tempo posso concluir?
Os cursos são no seu ritmo. A carga horária total é de 11 horas, estimadas para leitura, reflexão e avaliação.
O que eu recebo ao final?
Um certificado de conclusão por curso, com a carga horária, e um resumo de conclusão do programa na sua conta, listando os cursos concluídos e as horas. Não são diplomas.
Como é a avaliação?
Cada curso termina com prova de múltipla escolha (10, 15 ou 20 questões), nota mínima de 80%, e um registro de reflexão.
Há reembolso?
Você tem o direito de arrependimento de 7 dias (CDC, art. 49) e, como cortesia, devolvemos o valor em até 14 dias se concluiu menos de 20% e nenhum certificado foi emitido. Veja a página de reembolso.
Fontes oficiais
Verificado em novembro de 2026. Regras e processos mudam, por isso confirme a situação atual na fonte oficial. Esta página traz informações gerais e não constitui aconselhamento jurídico.
- Anvisa: RDC 36/2013 (segurança do paciente)
- Ministério da Saúde: Portaria 2.095/2013 (protocolos básicos de segurança do paciente)
- Ministério da Saúde: Portaria 1.820/2009 (direitos e deveres dos usuários)
- Ministério do Trabalho e Emprego: NR-01 atualizada
- CFM: Recomendação CFM 1/2016 (consentimento livre e esclarecido)